Essa realidade se aplica aos dias de hoje, peço que reflitam em meus textos, eles não foram feitos apenas para aproveitar mas também para se pensar, sentir.
Marcha da honra
Estandartes para cima
Escudos levantados
Em sol refletindo
Polidos, brilhantes
Os soldados marcham em pé
Os cavaleiros vão trotando
Marchando pelas ruas de pedra
Deixam a capital dourada
Almejando a glória
Sedentos de sangue
Os menestréis tocam sorrindo
Músicas vãs que alegram a alma
A motivação de se ser mais um guerreiro
Aumenta junto às notas em cores
Do sangue em ardor da batalha
Mais uma guerra travada por honra
A dita “honra” de dominar novas terras
Subjugar os fracos, explorar oprimidos
A “honra” dos desejos insanos de um dito rei
Ganância mascarada de altruísmo
Os soldados subordinados
Lutam também por sua honra
Honra de fazer por mérito
Derramar sangue, ganhar riquezas
Fazer-se lenda dentre os séculos
Não passa de “honra”
Honra que mascara seu egoísmo
Luta por um rei para saciar próprios desejos
Todos, em alto ou baixo
Superior ou subordinado
Batalham por motivos próprios
Em maioria por honra
De um ser deturpado
Dias de campanha
Ainda euforia
Chega-se ao destino marcado
Ao cair da noite
A cidade reluzia bruxuleante
Em tons de vermelho e cinza
Ruínas da prosperidade de outrora
As ruas tingidas em vermelho vivo
Os cães festejaram com carne fresca
Os ratos enchiam-se do novo vinho
Vinho puro e forte que escorria das ruas
Espadas caídas, lanças quebradas
De manhã em glória, a noite não era mais nada
As estruturas se abalaram entre os choques de ferro
Espada em cota de malha, lança em placa de aço
Escudos fazendo o trabalho
Prolongando as vidas dos donos
Nem que fosse por mais um minuto
Massacre em nova inquisição
Corpos queimando rente ao chão
Milhares de baixas, mas quem liga?
Uma nação sucumbiu, eis o que importa
Agora os que vivem enchem os bolsos
Com taças de prata e baús de ouro
As carroças cheias de alimento
Não explicam a fome da nação
Tão menos justificam
Pelo contrário, apenas condenam
E o herói da batalha foi quem mais matou
Nada mais que justo, já que a tantas vidas tirou
E depois marchando para casa
Cantam e festejam a vitória da batalha
Festejam a morte, cultuam a dor
Aumentam seu ego distorcido
Deturpam os ensinamentos de amor
Chegando em casa
Todos recebem felizes
Seus novos heróis
As viúvas choram de dor
As crianças morrem de fome
Mais um rei marca seus feitos de glória
Mais um assassino é tido como herói
E a nação homicida aumenta sua fama
E ganha o devido respeito
Humanos tolos
Estes são seus reis, seus heróis
Pregam a paz e a buscam com armas
Falam de amor e o pagam com sangue
Sangue dos outros!
Autor: Cross Walker
Até a próxima novos amigos.
Há 13 anos
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