Boa noite a todos meus amigos internautas e amantes de poesia, peço desculpas por não poder postar antes, mas eu já havia explicado a situação, mas compenso-lhes com uma poesia que deve ser meditada, espero que entendam os muitos sentidos das palavras que fiz neste lindo quebra cabeça. Ela surgiu em uma bela noite quando pensava no que escrever e comecei com a primeira parte pensando em uma garota sofrida, de repente parei de escrever e caí no sono, quando voltei a mim a inspiração havia mudado e as palavras fluiram , portanto, com vocês:
Um Dia, Esperança
I
Da neblina se levanta
Em lindo intenso mar
Dos faróis enegrecidos
Ao brilho do luar
No alto a casta almeja
Na base o povo em fome
Os ricos estão em prantos
Os pobres enfim festejam
Pão e circo! É o que se diz
E os miseráveis pagam o salário
Não em suor, nem próprio esforço
Mas nas festas com tais despojos
Sem um sentido de viver
Pagam estes sorrindo
Os salários dos patrões
Com isso reina a miséria
Pó em espírito
Alma, corpo e mente
Onde está a felicidade?
Apenas deserto
Árido em cidades cinzas
Nada por perto há!
Mas no centro
Em base enrijecida
Um pilar de luz brilha
A esperança de um Deus eterno
O choro da garota em prantos
Comove o Criador
Que logo em resposta fala
Que tudo mudará!
A garota que cala a lagrima
Retorna sem falar
Em ruas sujas, misérias cinzas
Só lhe resta a esperança
Em passos largos
Corre e voa
Na rua cinza
Do miserável
Seu passo é leve
E o coração? Desesperado!
Mas ainda há esperança!
A noite chega
Nas noites sombrias
Histórias se contam
Algo horroroso
A jovem menina
De cabelos escuros
Depara-se com um homem pobre
Pobre festeiro, fanfarrão...
Bêbado, despido...
Se vai o chão...
* * *
II
Gato da noite
O que buscas? O que queres?
Encontres o encantado
Aquele que me protege
Meu amado
Noite fria e sombria
Sucedera o fracasso
A derrota e flagelo
As horas viraram meses
O sonho encanto
Belo brilho, esperança
Tornara-se nada mais...
Nada menos... Apenas utopia
Indiferença que fere
A ferida aberta dói
Das lágrimas derramadas
Um mar de amargura
Dor... dor, ferida da alma
Onde está a mudança?
A bondade em pessoas
Será que há? Algo mais?
Mais que algo?
Agora a noite acalma
Tudo silêncio
Momento eu reflito
Tudo quieto
Hora de tratar as feridas
Tudo vai mudar
Afinal... foi Ele quem disse...
Ainda que não haja esperança
Fé haverá de ter
Pois se perder a isto
Não há duvidas de que irá morrer
Hora passa... hora vem
Ora ora, a ferida sara
O tempo passa
Parado não fica
Inquieto não a deixa em paz
Queria congelar neste momento
Momento eterno, tanto faz
Cicatriz...
O cantar do galo
Novo dia... mesmo animo
Fé maior!
Esperança, esperança
Há ela de ter
Amor, carinho, paz
Os cheiros que o outono traz
Sim é a hora
Tudo nela revigora
Novas forças...
O galo canta!
* * *
III
Andorinha, andorinha
O que queres? O que buscas?
Vistes o amor por aí?
Chame-o agora
Preciso dele para o que há por vir
Em passos firmes
No caminho das flores
Andava ela tentando
Esquecer o que não podia
Marca eterna em si própria
A cidade cinza
Tristeza, amargura...
Dor!
Tudo ficava para trás
Caminho belo
Singelo florido
Seu céu na terra
Deus não mentiria
Tudo vai mudar
Até chegar enfim
Do jardim se aproximar
A visão angelical
O que via? O que era?
Um homem sobre a sombra
Da árvore imortal
Quem chegaria perto do pilar?
Quem mais acreditaria na luz?
Deveria acreditar em um senhor Jesus?
Um homem e uma andorinha
O que era? O que via?
Nada!
Até os olhos de ambos se cruzarem
O que via?
Tudo!
O que vejo? Que enxergo?
Sóis em conflito
Mundos em colisão
Terremoto a tudo abalando
Onde está a escuridão?
O cinza não mais se acha
Enfim o mundo mudara!
Em um momento distantes
Fechar de olhos
Séculos passaram
Abrir de olhos
Juntos estavam
O que vem depois?
Sonho, sonho
Fé? Infinita!
Real? Como jamais fora!
Deus? Em nós presente!
O dia passa
A tarde vem
Vem depressa
Cavalos em carruagem de fogo
Sol indo embora
Se despedindo
Noite próxima
Separação...
Dor? Dor!
Diferente, mas dor
Dor da perda das asas
Separação
Logo aprendera a voar
Logo privada dos céus
Noite depressa
Passe, passe!
Pela manhã voltarei a vê-lo
* * *
IV
Lírios do campo
O que buscam? O que querem?
Digam ao meu amor
Estou a chegar
Vista-se de branco
Para ao seu noivo agradar
Deveras esperei por este momento
Dia de encanto, ar puro
Purificação, renovação
Vestes que do novo se cria
A noiva encantada
A palavra dita não fora em vão
Fé? Sim fé!
“Minha noiva, por muito ansiei este dia
Sofrimentos foram e vieram
Dores, dificuldades
Muitas vezes fraquejastes
Mas eu te observava
Sofria contigo
E te amava, te amo
Agora com tuas brancas vestes
Venha a minha casa
E vivamos para sempre esse amor”
* * *
V
Vento sul, vento sul
O que queres? O que buscas?
Envia pois esta mensagem
“Oh amada noiva
Guarda-me no coração
Dificuldades a porta
Sim, vem e virão
Só eu sei o quanto vais sofrer
Depois do sofrimento
Que sofrerei contigo
Buscarei-vos em casa
Esteja preparada!
Não conheces o tempo do Senhor
Nem seus propósitos
Mas as vestes vós sabeis
O caminho que escolhestes
E que por muito orastes”
Glória a Deus nas alturas!
Há 13 anos
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