Leiam a vontade, deleitem-se com a poesia.
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"A poesia é a mínima distância entre o sentimento e o papel" - Levi Trevisan.

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23/06/2009

Guerra & Paz

Rosas cobrem os campos sedentos
Que sua sede saciam com sangue
Sangue inocente derramado
Mas ainda insistem em negar
Cobrindo os campos escarlates
Com rosas brancas, anunciando a paz

Mas as rosas lhes denunciam
Os campos cobertos do branco
Das rosas que a paz trariam
Se alimentam do proibido liquido
Tingindo suas pétalas alvas
Do mais rubro vivo possível

Ou rubro morto pois não mais tem vida
Sem vigor, ou vitalidade
Escorrendo o chão
As rosas se alimentam...

A dura realidade,
A amargura do viscoso liquido da vida
Que ainda não está coagulado
Pois não pode mais,
Está morto!

Onde estão as guerras?
É o que todos perguntam

E a resposta vem no silencio
Da mente atormentada em casa,

Vem dos corpos viciados, sedentos
Se prostituindo em ruas, esquinas,

No homem matando e roubando
Apenas por egoísmo

Na criança trabalhando duro
Apenas para matar a fome

Do choro do homem adulto
Por não encontrar esperança

Do povo acreditando que pode
Por suas próprias forças...
Pode mudar o mundo
Mas cava a própria cova

Vem do jeitinho de burlar a lei
Achando que faz melhor
E do guerreiro que mata por “reis”
Acreditando que a vida é esta

Matar ou morrer
Sobrevive o mais forte
É a lei mais tola
Criada por homens sem fé
Sem verdade,
Que não conheciam, e jamais conheceram
A verdadeira realidade

Cortemos as rosas,
Baixemos as armas invisíveis
E olhemos para a única luz que resta
Esperança que ainda brilha

Mas não falsa esperança
E sim a verdadeira eternidade
O Deus vivo que por nós morreu
Para mostrar o caminho da verdade
A saída... desta eterna guerra
A paz, que virá na eternidade
E nos inunda desde já

Cross Walker

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