Rosas cobrem os campos sedentos
Que sua sede saciam com sangue
Sangue inocente derramado
Mas ainda insistem em negar
Cobrindo os campos escarlates
Com rosas brancas, anunciando a paz
Mas as rosas lhes denunciam
Os campos cobertos do branco
Das rosas que a paz trariam
Se alimentam do proibido liquido
Tingindo suas pétalas alvas
Do mais rubro vivo possível
Ou rubro morto pois não mais tem vida
Sem vigor, ou vitalidade
Escorrendo o chão
As rosas se alimentam...
A dura realidade,
A amargura do viscoso liquido da vida
Que ainda não está coagulado
Pois não pode mais,
Está morto!
Onde estão as guerras?
É o que todos perguntam
E a resposta vem no silencio
Da mente atormentada em casa,
Vem dos corpos viciados, sedentos
Se prostituindo em ruas, esquinas,
No homem matando e roubando
Apenas por egoísmo
Na criança trabalhando duro
Apenas para matar a fome
Do choro do homem adulto
Por não encontrar esperança
Do povo acreditando que pode
Por suas próprias forças...
Pode mudar o mundo
Mas cava a própria cova
Vem do jeitinho de burlar a lei
Achando que faz melhor
E do guerreiro que mata por “reis”
Acreditando que a vida é esta
Matar ou morrer
Sobrevive o mais forte
É a lei mais tola
Criada por homens sem fé
Sem verdade,
Que não conheciam, e jamais conheceram
A verdadeira realidade
Cortemos as rosas,
Baixemos as armas invisíveis
E olhemos para a única luz que resta
Esperança que ainda brilha
Mas não falsa esperança
E sim a verdadeira eternidade
O Deus vivo que por nós morreu
Para mostrar o caminho da verdade
A saída... desta eterna guerra
A paz, que virá na eternidade
E nos inunda desde já
Cross Walker
Há 13 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário