A alma quando quer falar reclama,
a carne por sua vez conclama,
e o espírito: ama.
Uma dor pra cada dia,
na tentativa vã de rebeldia,
uma luta; não queria.
Um chamariz pr'uma armadilha,
um atalho sai da trilha:
te ajoelha, te humilha.
Um acidente pré-datado,
o pecado que mora ao lado,
o Amor diz: — Cuidado!
Um socorro, um forte abraço,
um desatador de laço,
Ele me recebe de braços abertos...!
Ah... quanto mais perto mais me desfaço,
Ô que Pai, Paisaço!
Os segundos se fazem certos,
E num grito calado:
Um escasso "me esqueço" no tempo e no espaço!
Meu Príncipe da Paz!
Mais, mais, mais!
E eu cingirei o intangível,
eu crerei no impossível...
(...)
Minha alma volta a ter Paz.
Há 13 anos
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