Oh sábio constrito no etéreo,
O poeta vivia a utopia de viver sonhando
Ou sonhar para viver,
Ou mesmo viver no sonho...
Um coração cansado da realidade
Dolorida e dolorosa de um mundo desesperado
Buscou refugio na fantasia,
No surreal e impalpável egoísmo
Histórias conclamadas infindáveis
Desejos de mentes férteis,
Sem atitude de viver
Vivem para criar,
Mas não para ser.
Oh garota indefesa,
Ante o dragão implacável
Surge o herói galante em montaria veloz
E a lança em estocada consuma a história
Do olhar apaixonado
Longo e declamado
Vem o beijo virginal
E a ilusão do “felizes para sempre”
Sonho, sonho apaixonado,
Sonho negligente e sonho
Sim, sonho com a aurora dourada,
Com a lua vermelha
Sonho com a romântica espada
Salvando a princesa,
Sonho com a autêntica personalidade
Sem mascaras, sem ser o que nunca foi,
Conquistando o mundo e reinando na paz
Mas como faca atravessando o peito
A realidade sempre vem, sem se importar...
E do que adianta ser sábio e poeta eleito
Se renunciei o defeituoso real
Para viver um sonho perfeito
Mas que sendo sonho, não muda nada
É puro egoísmo...
Sábio tolo, poeta insensível,
Que mérito tenho de ser ouvido?
Se no real nada falo...
Falo nada mais que palavras mudas,
Sem sentido
Levanta-te e luta,
Não fujas, torne teu sonho algo real,
Viva! Pois a vida é um sonho onde tudo o que fazes
Muda e influencia o mundo inteiro
Cross Walker
Há 13 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário