Momentos de colapso... e talvez encontro de algo valioso
Os desejos nascem do profundo da alma
A imagem de um sonho se cria
Metas e vontades à cumprir na vida
O poeta deseja alcançar o sonho
Alargar suas fronteiras em novos horizontes
Mostrar um novo mundo em explendor
Deseja algo que vai além do dom e do talento
O esforço árduo se faz necessário
E é sabido que seu desejo é uma possível fonte de dor
Mas se esforça além da força do corpo e da vontade
E em sua jornada quanto mais caminha
Mais lhe é nítido... que não caminhou nada
Da decepção surge seu fracasso,
Fonte de dor e desânimo.
E do dom que tem,
O poeta percebe
Que não afeta ninguém
Ou a poucos, além de si próprio
Então a esperança se esvai
Perde a vontade em seu desejo
Perde a fé e seu dito dom e talento
Para que continuar? E para que parar?
Tudo perde o sentido... e o que lhe sobra?
O querer saber o porque nunca encontrará a resposta
Ou pelo menos não como poeta...
A noite em seu leito
Seus fantasmas retornam
Perturbam a cada momento
A dor lhe toma a alma...
Tudo o que faz não faz sentido
Sente-se solitário e desamparado
Mesmo sabendo que não está sozinho
E entra em desespero
Por saber que não pode desistir
Não pode simplesmente parar tudo e fugir
A propósito, era o que sempre fazia
Desistir e fugir são suas marcas
Em suas mãos mostra-se a fraqueza
Na face a tristeza profunda
Os olhos são como águas gélidas turbulentas
A boca forma um arco romano,
Que um dia veio a ruir.
O que é isso?
Talvez sua alma desnuda
Sem mascaras, sem ser o que não é...
E se esconder
Um corpo fatigado de sustentar tanto fardo...
Que deveria ser leve
Então o poeta se esconde e escreve
Talvez assim encontre a cura de sua alma
A força que não tem
E sinta-se capaz de amparar as pessoas
Ao invés de só preocupá-las
Pessoas já cansadas e saturadas de sua fraqueza
Ele precisa ser forte
E só há um jeito...
O poeta adormece
E em seu lugar surge uma criança...
Cross Walker
Há 13 anos
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