Comparações breves...
Lágrimas frias escorrem
Do rosto nebuloso nos céus
Logo abaixo do belo astro
Que retira seu brilho do sol
E ainda assim sendo bela
Tem seu grande sofrer
O de ser solitária
E ainda assim solidária
Iluminando os caminhos que o sol deixou na escuridão
Caminhos que seriam esquecidos não fosse a bela dama de branco
O sol considerado rei
Então até reis esquecem seus suditos
Que entrariam em desespero
Se a dama da noite não se lembrasse
Mas o crédito é teu oh sol,
todo teu!
E ainda assim o aceitas
Sabendo que por trás de ti
Há uma dama menor
Quem lembra do que tu esqueces
E és até proclamado deus
Tu que és criação
Mesmo sendo grande
Te enches de soberba
E aceitas o papel de deus
Mas ainda assim o sabes
Que sem tua dama solitária
Nada serias
Sem teu autor amoroso
Serias tanto quanto pó
Tu e também a exelência da criação
Que por sinal são semelhantes
Com seu brilho se acham importantes
Sua grandeza os cega
Seu desejo de ser "deus" os condenam
Se aproveitam dos humildes
E tiram o crédito e recompensa dos menores que vós
Deixem esta soberba, criação imperfeita
Abram seus olhos e vivam o amor que flui
Amor este que dá brilho ao sol
E à todas as estrelas
Que provê o respirar dos homens
E tudo o mais
Este amor que rege o mundo
Sem se proclamar ou exaltar
Mas que merece ser louvado
"Cantem os povos ao Senhor!
À ele o louvor,
A majestade ao Rei dos reis,
O verdadeiro Deus eu sou."
Tirem de si o brilho egocêntrico
A exaltação idólatra, o falso amor,
O ódio e egoísmo e olhem para o Senhor
Exaltem a Ele
Vivam Seu amor.
Cross Walker
Há 13 anos
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