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01/09/2009

Agora já está mais recente,
essa é de 04 de Fevereiro 1999.

O Córrego

por Jason C. Schmidt


Por onde passa o córrego
Que flui desse coração rasgado ?
Descem águas de benção e de maldição
Rumo ao mesmo mar,
Cingem sorrisos e afluem lágrimas;
Deixem o rio passar

Mergulham almas nuas
E a soberba fica à margem
Lavam-se os eus,
Lavam-se as ruas,
Lava toda sujeira abstrata
Cintila ainda assim como água transparente
Onde pulula a vida,
Lambe e verdeja a mata;
Corre o córrego
Segue a viagem

Ai dos paus secos,
Ou se apodrecem, ou se acordam,
Ai das margens,
Ou se arrasta a soberba, ou se afogam,
Ai do pobre coração rasgado...
Rio benquisto ou mal visto ?
Quem tem perguntado ?
Enquanto isso mergulham,
Nadam, nadam, nadam...

Ó Deus que enviou o rio,
Mostra-me o caminho.
Ó Deus de tanto poder,
Diz-nos como chegar lá ?

Então constroem moinhos
Só pra se aproveitar.
O rio lava a seu coração
E rasga sem machucar
Não pra construir moinhos
E sim erigir um altar,
Seguir o curso do rio
E nunca mais voltar.

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