Amargo caso no devaneio dos sonhos
Tenho eu procurado
Com esperança embora a desventura
No anseio de encontrar a resposta perdida
Eu poeta, brindo a vida
Saúdo os sóis nascentes
Descrevo estrelas cadentes
Brinco e desbrinco com as palavras
Tenham elas sido outrora usadas
Ou não
Mas que muito guardo em cofre
É o segredo que me une ao mundo inteiro
Que não sou eu quem controlo da poesias as palavras
Mas que para viver, eu delas me alimento
E na digestão do âmago bendito
Em mim nascem os mais puros versos
Agora, portanto, busco o que perdi,
Pois há tanto já não posso captar
Tua doçura, oh poesia do mundo
Porventura tenha me faltado amor?
Ou simplesmente me desencontrei,
Deixando tudo que era importante
Facilmente fugir?
Não sei, mas em sonho te busco.
Volte a mim sensibilidade amável,
Volte essência divina de minh’alma
Te busco em inconstantes esforços
Que em um instante,
Com toda a força do mundo eu chamo por ti
E no momento seguinte
Sem forças, caído, o pranto me toma
Volte a mim oh dádiva essencial
Pois te buscando sem ver
Suplico sem te ouvir
E continuo sem te achar
Volte a acariciar meus dias,
A liberar minhas dores,
A contemplar meus amores,
E acima de tudo
Cadenciar meu ser
Cross Walker
Há 13 anos
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