Águas turvas encobrem minh’alma
E a cobrem de um negro manto
Que me tiram a razão
Na mente o desejo insano
De cometer atos malditos
E as escolhas tenho em mãos
Oh doce humanidade amaldiçoada
Que ao prazer de todo se entrega
A um destino deveras amargo
Por apenas ter a visão do agora
Oh alma santa a minha
Que eu mesmo tratei de manchar
Será que mereço perdão?
Será que o arrepender-se ainda vale?
Quem pois de fato me salvará,
D’onde virá esperança?
Quem me verá valoroso?
Como posso crer que há futuro
Após cometer tais crimes profanos?
E quando me afogo em culpa
Engolido pelo negrume de águas gélidas
Vejo uma luz que me salva
Para a cruz do calvário ela aponta
Ali vejo o sangue escorrendo
Sobre mim apagando a culpa
Adentrando minh’alma quase perdida
E remindo meu ser dos feitos de morte
Ainda me há esperança
E por esse ato divino
Ato de amor distinto,
É que sigo pregando sem medo
O plano de redenção perfeito
Cross Walker
Há 13 anos
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